terça-feira, 13 de março de 2012

Órbita da Repressão


O que somos? Cidadãos, trabalhadores, estudiosos, cristãos, irmãos, filhos, namorados, amigos?

Diante da sociedade todas essas nomenclaturas referem-se apenas aos rótulos superficiais que tentam definir aquilo que somos internamente.

O que seríamos em uma sociedade em que nenhum desses rótulos ou papeis sociais encontram espaço para serem exercidos? Ou ainda, em que nem mesmo aquilo que realmente somos no nosso íntimo encontra espaço para dar o seu grito?

Órbita da Repressão é um vídeo independente que possui um viés político.

Por meio de relatos de moradores de rua e opiniões de especialistas trata da questão da Ação da Polícia na Cracolândia, centro velho de São Paulo.

Um convite à reflexão, apenas isso.







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Uma carta pela verdade

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Isa Pizani

Sou ruim com datas e nomes. As lembranças – não todas - me escapam nos detalhes.
Mas me lembro que, alguns anos atrás – só não me lembro bem quando ou onde -, comecei a acompanhar o desfecho da questão indígena no Brasil, desde quando o Mércio Gomes ainda era o presidente da FUNAI. Não todas as questões, mas sim uma em específico: infanticídio.

Quem não se lembra do história da indiazinha Hakani?

Ela nasceu com alguns probleminhas de saúde que, na cultura da sua etnia, era entendido como motivo para que ela fosse morta. Basicamente, as crianças são entregues à morte por três principais razões: se forem gêmeas, nascerem com deficiências físicas ou mentais, ou forem filhas de mãe solteira.

À partir da história da Hakani iniciou-se uma luta muito grande – principalmente política - de combate ao infanticídio, que inclui direito à tratamento médico para as crianças indiazinhas que apresentarem algum tipo de deficiência ou debilidade de saúde.

A partir daí, uma grande polêmica também se iniciou. Argumentos a favor e contra, justificativas daqui e de lá, gente dizendo isso e aquilo. O fato é que a questão é delicada e importante. Não pode ser negligenciada.

E, enfim, me deparei com uma reportagem no site da Carta Capital (Leia Aqui - http://www.cartacapital.com.br/sociedade/tv-australiana-mostra-tribo-brasileira-como-assassina-de-criancas/) que realmente me surpreendeu. Acompanhando o desenrolar dessa história há anos, minha surpresa foi tanta pelo fato da Carta Capital se dispôr a publicar uma reportagem tão tendenciosa e rasa como essa. Um tema desses não pode ser lançado assim, ao vento, parcial, sem profundidade e esclarecimentos, ainda mais se não se dá ou apresenta o outro lado, o direito de resposta, a outra versão dos fatos.

Quando o documentário “Hakani – Voz pela vida” saiu na internet, a FUNAI entrou com um pedido de ‘veto’ que foi atendido e o documentário foi proibido de ser veiculado na rede, retirado do youtube e teve seu download gratuito proibido.

Basicamente, o documentário apresentava a questão do infanticídio através da história da Hakani e ainda transitava pela situação, na época, da questão no Congresso.

Uma das coisas que a reportagem da Carta Capital não diz, por exemplo, é que toda essa luta indígena contra o infanticídio não foi implantada nos índios como uma colonização opressora ou uma catequização autoritária. Não. Surgiu lá dentro. Por isso é genuína. Como em qualquer contexto histórico-cultural, há aqueles que vivem segundo dita a cultura e há aqueles que questionam, que não querem, que pensam poder ser de outro jeito. E é assim que foi e tem sido. Não foi o homem branco que entrou lá e disse que aquilo era errado ou que não podia. Foram os índios que, vivendo a experiência de serem pressionados a matarem seus filhos, rejeitaram tal prática questionando o porque de ser necessário entregarem seus filhos à morte.

Os pais da Hakani se recusaram a enterrá-la viva e sofreram suas dores: a de verem sua menina condenada à morte e a de irem contra as tradições do seu povo. A dor era dupla, mas, acima da cultura, escolheram a vida. E seu irmãozinho Bibi, de 8 anos, teve o mesmo inconformismo no coração quando, proibido sequer de dar comida à irmã, resolveu levá-la à um posto missionário localizado perto de sua tribo na esperança de que aqueles que se encontravam ali a salvassem.

Foi o que aconteceu. Hakani foi adotada e recebeu tratamento médico adequado para reestabelecer sua saúde.

Uma das maiores dificuldades nessa questão indígena no Brasil é que, por muito tempo, muita gente falou – e continuam falando -, menos os índios. Mas agora, é diferente. Apesar da voz dos povos indígenas ainda serem um tanto quanto abafadas, existe um grito que pode e está sendo ouvido.

A lei citada na reportagem da Carta Capital é a Lei Muwaji. Muwaji é uma indígena da etnia Suruwaha que também se inconformou e fugiu de sua tribo pra salvar sua filhinha com paralisia cerebral, a Iganani. Muwaji não foi tirada da tribo. Ela quis sair e ir buscar tratamento para sua filha. E Muwaji é só uma dentre tantas outras mães e pais que têm se atirado nessa mesma luta.

Essa questão de cultura é importante e está muito ligada à formação da nossa identidade. Mas há uma questão existencial humana muito maior e que nos define muito mais: a vida. Essa corrida por salvar suas crianças está impregnada nos índios e índias porque é uma questão humana. Assim como uma mãe que se recusa a entregar sua filha para sofrer mutilação genital em prol do cumprimento da tradição.

O fato é que lei não é nada daquilo que eles disseram na reportagem.

Existe uma ONG em Brasilia chamada ATINI (http://www.atini.org/). É formada por antropólogos, voluntários e índios (inclusive Suruwahas) que lutam pela aprovação da lei Muwaji e por muitos outros direitos dos índios. Além de apoiarem e buscarem tratamento médico para as crianças indiazinhas. A antropóloga que adotou a HAKANI, Márcia Suzuki, é uma das idealizadoras da ATINI, juntamente com seu marido, Edson Suzuki.

Conheça o site da ATINI, leia tudo, acompanhe para que você não seja induzido ou enganado.

É por conhecer e saber da genuinidade da causa, que escrevo esse texto.

Muitas tribos indígenas no Brasil ainda praticam o infanticídio, apesar de toda a iniciativa de não praticar mais ter surgido nos índios, ainda há muitas dificuldades a serem vencidas. Dentre elas, a reportagem da Carta Capital se tornou uma, espalhando declarações esquisitas sem mostrar por todo, tudo aquilo que é a verdade.

O documentário “Hakani – Voz pela vida” que citei no texto não está mais disponível na internet, mas, há um outro que ainda pode ser visto na íntegra e gratuitamente pelo youtube, chamado “Quebrando o Silêncio”, produzido por uma jornalista indígena, Sandra Terena. Ela e seu documentário foram selecionados para o Prêmio Jovem da Brasil de 2009.

Você também pode assistí-lo aqui:

Parte 1:


Parte 2:


Parte 3:
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Místicos e Saduceus

MISTICOS MATERIALISTAS E SADUCEUS PÓS-MODERNOS!


Lamento muito o fato que para a maioria dos cristãos a fé é apenas uma crença moral e comportamental, de um lado; e, de outro lado, apenas um poder mágico, mediante o qual se pode conseguir coisas, bens materiais e proteção contra a magia, ou ainda poder para subjugar inimigos.

Para a maior parte dos crentes a fé foi reduzida a tais coisas!

Todavia, a fé como relação com Deus, como meio de agradá-Lo, como sustento do espírito na existência, como fidelidade, como poder que atua pelo amor, como constrangimento de amor no coração que cresce em devoção, como conforto e proteção [sem magia], como confiança no cuidado do Pai, como poder que brota do intimo para ser no mundo, como expressão da consciência de Deus em nós; e como olhar existencial que nos conduz a perseverarmos e mesmo nos gloriarmos nas tribulações; e mais: que nos deixa antever a glória de Deus por vir a ser revelada plenamente em nossas vidas — sim, tal e tais perspectivas da fé estão praticamente mortas nos corações dos cristãos de hoje.

Com isto sucumbiu também a fé como poder/privilégio de perdoar, de não odiar, de não se vingar, de crer na justiça de Deus ao seu tempo..., etc.

Além disso, também com tal perversão da fé faleceu a esperança que se alimenta da eternidade, e que tem no por vir seu gozo fomentador de alegria hoje, posto que somente por tal percepção já se possa tratar a morte como morta na existência de todo aquele que crê.

Desapareceu também a fé como resposta-em-si-mesma aos absurdos calamitosos da existência, posto que agora, como a fé é poder mágico de proteção, é apólice de seguro, é garantia de que nada sentido como mal jamais nos abata, qualquer coisa que nos venha com tais desenhos catastróficos abala o que se chama de fé.

Esta é a morte da fé que se vê nos templos lotados de gente que paga pela crença pagã de que fé seja um poder sem mistério, sem silencio..., mas, ao contrário, sempre com respostas desejadas, sempre com explicações e com resultados aferíveis como bens de consumo e como garantias especiais contra os fatos absurdos da existência.

Neste aspecto, a Religião Islâmica não fanatizada oferece princípios mais cristãos aos seus crentes do que o atual Cristianismo misticamente materialista e historicamente saduceu que se instalou entre nós.

Isto porque um lado inteiro do Cristianismo está governado pelo misticismo materialista, que é aquele que crê em poderes espirituais, mas apenas para as guerras do aqui e do agora. De outro lado, entre as confissões históricas, o que prevalece é a fé como ética, culto, rito, comportamento, conduta, ao modo saduceu de ser... — porém, sem o casamento como os poderes do mundo vindouro, sem o gozo da eternidade, sem o poder do Espírito, sem o Cristo vivo, sem a consolação sublime, sem a experiência da real presença de Deus na vida.

Este é o espírito presente nas crenças práticas da maioria dos cristãos. E, por tais crenças, saiba-se: o Evangelho como poder de Deus ficará dia a dia mais morto nos corações humanos e nas casas de culto sem Deus.

Somente tal constatação, seguida de uma determinação radical de abandonarmos todos os nossos pressupostos, e que nos levasse de volta a leitura com fé simples nos evangelhos e no que Jesus e os apóstolos chamaram de fé, é o que poderia ainda nos salvar do paganismo cristão que levou a quase todos de roldão.

Para mim este é um dos sinais mais gritantes dos fins dos tempos, especialmente numa época em que nãos nos faltam Bíblias e nem acesso a informação da Palavra; posto que tal calamidade não decorra de ignorância apenas, mas, sobretudo, da escolha.

Digo a mesma coisa mais uma vez, sempre com a mesma oração de que alguém ainda entenda, veja, discirna, escute e se converta!


Nele, que vive em mim,

Caio Fábio
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quinta-feira, 8 de março de 2012

A dura realidade dos Mapuches




A história chilena fala da “pacificação da Araucanía” (nome dado pelos espanhóis aos Mapuche), encobrindo o que realmente ocorreu: um extermínio com armas massivas para que colonos alemães tomassem os territórios virgens, na primeira expansão do capital moderno no sul do Chile. Esse problema permanece, pois as atuais comunidades Mapuche ainda lutam pela devolução de suas terras ancestrais que acabaram de tirar-lhes na década de 1930, quando foram lesados pelos colonos da época.

Christian Palma - De Santiago

Santiago - A problemática dos direitos humanos e os povos indígenas tem sido um conflito permanente na América Latina e o Chile não é a exceção. A principal etnia aborígene do país, o povo Mapuche, sofreu séculos de opressão, exploração, adiamentos e discriminação por parte do Estado moderno, desde fins do século XIX, quando as forças militares massacraram a população, até nossos tempos.

A história chilena fala da “pacificação da Araucanía” (nome dado pelos espanhóis aos Mapuche), encobrindo o que realmente ocorreu: um extermínio com armas massivas para que colonos alemães tomassem os territórios virgens, na primeira expansão do capital moderno no sul do Chile. Esse problema permanece, pois as atuais comunidades Mapuche ainda lutam pela devolução de suas terras ancestrais que acabaram de tirar-lhes na década de 1930, quando foram lesados pelos colonos da época.

Nos anos 70 a ditadura de Pinochet consolidou este abuso tirando-lhes mais terras em favor de latifundiários e empresas florestais, o que não é aceito pelos Mapuche que se mobilizam retomando esses territórios. Nos últimos 20 anos, este processo de enfrentamento entre o povo originário e o Estado aumentou.

Nos chamados governos democráticos de centro-esquerda se aplicou a denominada Lei de Segurança do Estado, criminalizando as demandas sociais dos Mapuche, aplicando-lhes processos antiterroristas, levando-os aos tribunais militares e enviando-os, à força, de volta aos seus lares.

Como era de supor, este nível de repressão aumentou em 2010, quando chega o governo de direita de Sebastián Piñera, já que a classe dominante chilena não tem rodeios com o autoritarismo. Por isso, nos últimos dois anos, a brutalidade policial cresceu sem problemas, como as invasões ilegais às casas dos dirigentes Mapuche que participam nas tomadas de terra e outras mobilizações.

Isto foi denunciado pela organização internacional de Direitos Humanos Human Right Watch, onde foi demonstrada a ilegalidade de processos indevidos contra acusados Mapuche.

“O recurso às leis antiterroristas para dar conta das comunidades mapuche organizadas acarretou restrições das garantias processuais que os delitos cometidos não justificam de nenhuma maneira. Ao mesmo tempo, o uso de tribunais militares para tratar os abusos policiais denunciados contra os mapuche — tribunais que atuaram como fiadores da impunidade dos que abusam dos direitos dos indígenas — impede que os mapuche, cujos direitos tem sido violados, obtenham ressarcimento”, indica o relatório do organismo.

A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH), por solicitação do comitê de organizações mapuche, também enviou observadores para entrevistas com autoridades e parlamentares, para fazer um seguimento das recomendações formuladas pela FIDH e outros organismos de direitos humanos e informar internacionalmente.

“A situação das pessoas mapuches presas, condenadas sob a legislação antiterrorista por atos relacionados com reivindicações de terras indígenas, foi objeto de análise pormenorizada no recente relatório da FIDH, concluindo que a aplicação desproporcional desta legislação conduziu à violação dos direitos e garantias dos acusados, afetando a boa imagem da institucionalidade democrática chilena”, agrega o documento da FIDH.

Uma série de incêndios florestais ocorridos em janeiro levou o Ministro do Interior do governo direitista Rodrigo Hinzpeter a acusar os Mapuches de serem responsáveis, abrindo caminho para seguir com a perseguição, o que foi condenado pelo Instituto de Direitos Humanos do Chile, pois não havia provas para essa acusação.

Como se vê, ainda falta muito para que os direitos do povo Mapuche se solucionem no Chile, sobretudo em matéria de Direitos Humanos, onde este povo originário espera um apoio mais determinado da comunidade internacional.

Tradução: Libório Junior

Fonte: Adital
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Esse tal dia da Mulher


História do 8 de março - Dia Internacional da Mulher

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, ...tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

"O ano inteiro, o nosso respeito e admiração por vocês mulheres"

Dica: Keyth

Leia também: Mulheres Invisíveis
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quarta-feira, 7 de março de 2012

Estados Unidos do Brasil


Em entrevista ao Jornal da Noite da Bandeirantes, o pré-candidato a prefeito de São Paulo, José Serra, cometeu um ato falho imperdoável ao se referir ao Brasil que diz sonhar presidir. Quando falava da crise econômica europeia, soltou essa: "O Brasil se chama Estados Unidos do Brasil. Os Estados Unidos se chamam Estados Unidos da América".

A gafe aconteceu na madrugada de sexta-feira (2). O disparate da frase foi tão grande que o apresentador Boris Casoy teve que corrigi-lo: “Não, o Brasil não chama mais Estados Unidos do Brasil. Chama República Federativa do Brasil”.



Com cara de tacho, ainda mais que de costume, Serra tentou seguir sua linha de raciocínio. "Mudou? República Federativa, que é parecido, federação, tá certo? São um conjunto de Estados que se associaram ou já nasceram associados, formando um País”.

Este tipo de bobagens proferidas por Serra tem tornado o jornal apresentado pelo ex-membro do CCC (Comando de Caça aos Comunistas), Boris Casoy, imperdível. Na semana passada, Casoy acusou o governo Lula pela morte da contrabandista Eliana Tranchesi, a dona da Boutique Daslu, que morreu vítima de câncer. Só mesmo Serra pra conseguir fazer o apresentador ter pela primeira vez razão quando abre a boca.

Fonte: Vermelho
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terça-feira, 6 de março de 2012

Mulheres invisíveis


Neste dia internacional da mulher não homenageio as vencedoras conforme o senso comum.

As revistas estampam as mulheres que ocupam grandes cargos em multinacionais, as mulheres ricas da Band, as que sobreviveram ao BBB, as que desfilam magrelas nas passarelas...

A vitória segundo essa sociedade sempre gira em torno do poder capital, independente do gênero.

Segundo eles, bom ou boa na vida são aqueles que enriqueceram e mostram suas mansões para a revista Caras.

Não assino Caras. Mas os dentistas quase todos o fazem. E como vou sempre ao dentista... vejo consternado a babaquice exposta lá. Gente fazendo pose em automóveis e castelos.

Três das quatro notícias que li sobre as homenagens ao Dia da Mulher de 2012, diz que vencedoras são aquelas que enriqueceram ou hoje possuem status e fama. O destaque fica por conta das mulheres belas das novelas.

Revoltado, nesse dia da mulher, quero destacar a dona Maria. Sustenta a casa trabalhando de merendeira numa escola e ganhando bem menos que o merecido. Seu marido sumiu, desapareceu e ela encarou de frente a bronca de cuidar de três filhos pequenos. Nunca terá sua foto estampada na revista, a não ser que seja a denúncia de morar ilegalmente em algum terreno em que o dono é um sonegador de impostos e procurado da justiça.

Destaco a dona Lourdes. Professora na roça. Educou dezenas de crianças com lousa improvisada, cadernos feitos de folha de pão, pés descalços. Apesar da precariedade, todas aprenderam a ler e escrever. A caminhada era de oito quilômetros até a escola. Hoje, aposentada, recebe uma merreca, jamais terá sua foto estampada nas revistas, não será lembrada com honra pelo MEC, apenas seus alunos a lembram com carinho.

Destaco a dona Nilza. Acampada numa cadeira ao lado do seu filho internado num hospital. Dia e noite, ela mãe, cuida dele conforme pode e também dos enfermeiros e médicos, com sorrisos e carinho, com orações e abraços.

Destaco a dona Raimunda. Faxineira de uma igrejinha no interior do Sergipe. Anda seis quilômetros de sua casa até a igreja, onde faz trabalho voluntário, deixando tudo brilhando. Isso tudo depois de labutar o dia todo na roça de mandioca.

Destaco Mwaji Suruwahá. Mãe indígena que enfrentou sua cultura para salvar sua filha Iganani. Com ela começou um grande movimento no Brasil na luta contra o infanticídio indígena, culminando num despertar de debates sobre o problema.

E como esquecer de Zilda Arns, Doroth Stang, Teresa de Calcutá, Anita Garibaldi, Indira Gandhi, Rosa Parks, Zuzu Angel, Jane Addams e tantas outras mais que me fariam ficar até o ano que vem citando.

E neste protesto, cabe também minha indignação com o preconceito medieval ainda existente nas religiões, principalmente nas cristãs quanto à mulher e também imposição dos padrões de beleza que esta sociedade faz, principalmente às mulheres e o destrato com as senhoras!

Portanto, quero terminar com uma frase de Dolores Del Rio "Se uma mulher tem brilho nos olhos, nenhum homem irá reparar se ela tem rugas em volta deles."


Gito
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Casulo


O Casulo é um movimento alternativo de fé.

Alternativo

Pelo dicionário Aurélio, Alternativo significa: Que não está ligado aos interesses ou tendências dominantes.

Mas essa definição do Aurélio não é suficiente, por isso vamos tentar definir com maior clareza pois entendemos que uma definição clara é importante para a compreensão de muitos que se perguntam o que é o Casulo.

“Alternativo” simplesmente por não ser padrão lógico. Quando se pensa numa comunidade de fé, logo se imagina uma igreja como conhecida, formada por autoridades eclesiásticas e outros atributos de estrutura eclesial que não se encontram necessariamente no Casulo, pois ele é simplesmente um ajuntamento humano em torno da Palavra da Graça e de práticas voluntárias do Bem, não como obrigação para a salvação, mas por consciência de que fomos criados para as Boas Obras.

O núcleo deste movimento está comprometido com a Palavra da Graça. Mesmo assim, não somos uma igreja e este movimento nunca se tornará uma igreja. Nós cremos na importância dos seguidores de Jesus fazer parte de uma Comunidade de Fé, mas não existimos para suprir esta função.

Movimento e Fé

Somos um Movimento porque:

1. Um movimento implica ação.
2. Um movimento é espontâneo.
3. Um movimento tem direção.
4. Um movimento implica união.

Como um casulo representa transformação, o Casulo é um movimento de transformação de vida.

Preferimos chamar de Movimento, pois nada pode prender o ajuntamento em torno da Palavra da Graça. Tem um nome e um endereço apenas como referência do espaço propício para nossos ajuntamentos, mas o Casulo não acontece necessariamente lá. O movimento é invisível, porém se torna visível nas pessoas que vivem conforme. Está aqui e onde for possível que pessoas se reúnam pelos mesmos propósitos.

Somos alternativos ao proposto pois nosso ideal é caminhar na contramão das barbaridades da indiferença e das exclusões morais aplicadas às pessoas. Buscamos viver com simplicidade e amor, na compreensão das diferenças, como ajudadores, servindo em gratidão e alegria, muita alegria.

O termo “Movimento” é, provavelmente, a melhor designação para traduzir o espírito leve, livre, desinstalado, peregrino, ajustável aos tempos e aos desafios da jornada que o Evangelho propõe aos discípulos de Jesus.

Cremos e vivemos por saber que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. E o Cristo é Jesus de Nazaré, que veio ao mundo como homem, ensinou aos homens um jeito de viver, padeceu diante da trama dos sistemas de poder de sua época e ressurgiu dos mortos.

Usando as palavras de um amigo amado para a definição de sua comunidade de fé, podemos expressar com mais exatidão:

O Casulo é mais que um lugar ou um clube de iluminados. Por esta razão, “o Casulo” é feito de gente chamada a assumir seu papel de sal que se dissolve e some para poder salgar; de fermento que se imiscui na massa e desaparece a fim de subverter; de pequena semente que se torna grande e generosa árvore que a todos acolhe; de Casa do Pai para os filhos Pródigos e também para os Irmãos Mais Velhos que se alegrarem com a Graça do perdão; e um ambiente espiritual no qual até o “administrador infiel” possa se consertar, e, assim, tentar fazer o melhor do que restou.

No Casulo, todos são bem vindos e livres para expressar suas idéias e opiniões sem serem julgados. Estamos sempre dispostos a apoiar e restaurar os que estão com dificuldades. O Casulo é para sarar, restaurar e transformar, e não para condenar, pois, acreditamos que assim é que deveria ser todo ajuntamento em nome de Cristo.


Assim, ajudam-se, mas não se esmagam uns aos outros, posto que no Casulo todos caem e levantam, todos se enfraquecem, mas não desanimam, todos são humanos, e, com humanidade são tratados, conforme o Dogma do Amor.

Desse modo, “os do Casulo” andam no mundo, no chão da terra, em meio à sociedade humana; e isto sem fazer propaganda religiosa, mas, antes e sobretudo, “sendo” povo de Deus entre os homens vivendo mediante a “fé que atua pelo amor”. Jesus nunca quis fundar uma religião. Essa foi a razão pela qual nada foi mais danoso para a genuína fé do que terem-na feito tornar-se uma religião, entre as demais.



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O que é o Casulo?

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